quinta-feira, 19 de junho de 2014

O amor têm um quê de arte, é urgente com uma calma que maltrata, o amor têm um pouco de teatro, quando a gente finge que não sente, que não têm ciúmes, que não quer beijar, que não se importa, o amor têm um quê de obra prima, perfeição de acordo com quem olha, amor têm sempre um quê de impossível na maior possibilidade do mundo. Amor têm aquela esperança perdida que recomeça a cada batida de coração, vêm sempre maior. Amor muda, transforma, vai consumindo e se acaba em si mesmo, aumenta. Amor cuida, briga, volta e vai, amor verdadeiro também passa, mas é de verdade naquela hora, fica na mente, amor transforma e faz doer tanto, machuca pra curar, é uma contradição, é querer o outro para si, aceitando pertencer somente a ele. Amor que é amor permanece, mesmo que todo o resto vá embora, mesmo que só fique ali, dentro de um, até que muda, não desiste, pelo contrário, luta contra todo o não, toda impossibilidade, faz acontecer. É amor.

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